sábado, 20 de agosto de 2011

TOP 5: Chico Buarque



Especial TOP 10 com ''As Caras da MPB''. E de estreia, nada menos que: Chico Buarque de Hollanda.



1º - CONSTRUÇÃO

"Amou daquela vez como se fosse à última (...). Morreu na contramão atrapalhando o tráfego (...)"


"Construção", do álbum homônimo de 1971.



A crítica social, no qual um operário simples, como tantos outros, com uma vida humilde, cotidiana e dura, que acaba morrendo em um acidente pelo qual ninguém se interessa. Afim, sua morte causou apenas ''atrapalhar o Sábado''. A aforma com brinca com a palavras mexendo com o sentido, no entando , não muda o sentido e o final dessa narrativa.
Construção, um dos maiores sucessos de Chico Buarque, encabeça este Top.



2ª - RODA-VIVA

"Mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá. Roda mundo, roda-gigante, roda-moinho, roda pião, o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração"


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"Roda-Viva", 6ª faixa do álbum "Chico Buarque de Hollanda - Vo.3" de 1968.

A letra conta um pouco da historia do que ocorreu em 1967, plena ditadura militar ou governo militar, e com um detalhe incrível a música passou na censura e foi tema musical de peça teatral homônima.

3ª - COTIDIANO


"Cotidiano" 2ª faixa do álbum ''Construção'''

"Todo dia ela faz tudo sempre igual me sacode às seis horas da manhã, me sorri um sorriso pontual, e me beija com a boca de hortelã"

Na terceira posição, temos esta grande música, que marcou sua carreira. Nela, temos uma rotina de um trabalhador, que pelo visto, não tem o mesmo amor, que sua mulher lhe oferece, (rs).

4ª - APESAR DE VOCÊ



De 1978, ''Apesar de Você" do álbum ''Chico Buarque''


"Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia. Eu pergunto a você, onde vai se esconder (...)"

O grito de protesto na música, com a maestria do compositor, passou despercebido pela censura. A primeira vista, fala-se sobre um romance que não deu certo. É meus caros, mas quando tudo veio a tona, os discos foram todos recolhidos.

5ª - CÁLICE



''Cálice'', do mesmo álbum de ''Apesar de Você'', ocupa a nossa 5ª posição.



"Pai! Afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue"

Ao lado de outro grande intérprete, Milton Nascimento, a música ''Cálice'', foi uma grande composição contra a ditadura e a censura. O ''Cálice'', que na verdade é ''Cale-se'', preza todo o meio de exprimir seus pensamentos através de letras de significado duplo. Tudo isto para passar pelo crivo da censura.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

''As Caras da MPB''


Francisco Buarque de Hollanda, ou simplesmente Chico Buarque, nasceu no Rio de Janeiro – RJ, em 19 de junho de 1944. Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, e da pianista amadora, Maria Amélia Cesário Alvim, o quarto dos sete filhos do casal.

Dois anos depois, os Buarque de Hollanda, se transferia para a capital São Paulo. Já em 1963, depois de um longo tempo morando em Roma, Chico ingressa na FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, curso que abandonaria no terceiro ano para dedicar-se à sua paixão, a música.



Um ano depois, 1964, compõe sua primeira canção, ‘’Tem mais samba’’, marco zero de sua carreira. No ano seguinte, lança seu primeiro disco. É neste também ano, que conhece Gilberto Gil e Caetano Veloso. Com o seu primeiro disco lançado, recebe seu primeiro cachê por um show, em Campinas – SP.

1966: o deslancho na carreira de Chico. ‘’A Banda’’, de composição dele, divide com ‘’Disparada’’, o primeiro lugar no II Festival de MPB, promovido pela TV Record. É neste ano também, que ele lança seu primeiro LP, ‘’Chico Buarque de Hollanda’’. A partir daí, nascem seus problemas com a censura. Mas também neste ano conheceu a atriz Marieta Severo, com quem se casaria e teria três filhas.

Década de 60, auge da ditadura militar, um grupo de CCC (Comando de Caça aos Comunistas), invade o teatro Galpão (SP), e espanca o elenco da peça ‘’Roda-Viva’’, escrita por Chico. Meses após, em dezembro de 68, ele é detido pela primeira vez.
Um ano após, Chico exila-se voluntariamente em Roma, onde nasce Sílvia, sua primeira filha.

Em 1970, retorna ao Brasil e lança em compacto, ‘’Apesar de Você’’. Após ter vendido mais de 100 mil cópias, a canção é censurada, e os discos, recolhidos. Cinco anos após, escreve em parceria com Paulo Pontes, a tragédia grego-carioca “Gota d’água’’, e com a obra, ganha o prêmio Molière como o melhor autor.

No final da década de 70, em 1978, Chico é novamente preso, em sua volta de Cuba. Mas, uma tristeza maior, estava por vir. Em 1982, morre seu pai Sérgio Buarque de Hollanda, aos 79 anos de idade.

Anos depois, Chico participa ativamente da campanha Diretas Já. Na década de 90, em 92, lança seu primeiro romance ‘’Estorvo”, que recebe o Prêmio Jabuti de Literatura. No final da década, no ano de 1998, separa-se da atriz Marieta Severo, após 30 anos de casamento.

Em 2003, lança ‘’Budapeste’’ seu terceiro romance, que, em 2009 foi adaptado ao cinema.

Morre aos 100 anos de idade Maria Amélia Buarque de Hollanda, sua mãe.

Recentemente, em 2011, lançou no dia 20 de julho de 2011, o CD “Chico”.


Gilberto Passos Gil Moreira, ou Gilberto Gil,  nasceu em Salvador e passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde começou a se interessar pela música ouvindo Orlando Silva e Luiz Gonzaga.

Na infância, aos seus 9 anos, mudou-se para a capital Salvador, e aprendeu tocar acordeomos. Com 18 anos, formou o conjunto "Os Desafinados". No fim dos anos 1950, influenciado por João Gilberto, passou a tocar violão.

Durante a faculdade de administração de empresas, conheceu a música erudita contemporânea. Em 1962, gravou o seu primeiro compacto solo e conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa. No ano seguinte, com Tom Zé integrando o grupo, fizeram o show "Nós, Por Exemplo", no Teatro Vila Velha, em Salvador.

Logo em seguida, Gil mudou para São Paulo, onde trabalhou na empresa Gessy-Lever. Nessa época conheceu Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam.

Gil tornou-se conhecido no programa de televisão "O Fino da Bossa", comandado por Elis Regina, onde apresentou, entre outras, suas composições "Eu Vim da Bahia" e "Louvação". Com o sucesso, deixou o emprego e assinou contrato com a Philips, que lançou seu primeiro LP, "Louvação", em 1967.

Já no Rio de Janeiro, Gil participou de festivais da Record e da TV Rio e chegou a ter seu próprio programa na TV Excelsior, o "Ensaio Geral".
No 3o Festival da Record, em 1967, Gil apresentou "Domingo no Parque" acompanhado pelos Mutantes, e conquistou o segundo lugar.

"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, ficou em quarto lugar e formou, junto com "Domingo no Parque", o embrião do movimento tropicalista, que misturava os elementos da indústria cultural e os materiais da tradição brasileira. Diferente da Bossa Nova, o tropicalismo tinha uma proposta crítica, mostrando uma preocupação com os problemas sociais do país.

Em 1968, foram lançados os LPs "Gilberto Gil" e "Tropicália ou Panis et Circensis", disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé e Nara Leão.



Em 1969, Gil e Caetano Veloso foram taxados de "subversivos" pelo regime militar e partiram para o exílio na Inglaterra. Retornaram ao Brasil em 1972. Gil lançou "Expresso 2222" e "Refazenda".

No álbum "Realce", de 1979, mostrou seu interesse pelo reggae e o pop. São dessa fase os LPs "Luar", "Um Banda Um", "Extra", "Raça Humana", "Dia Dorim, Noite Néon" e "O Eterno Deus Mu Dança".

Gil trabalhou com Jimmy Cliff e em 1980 lançou uma versão em português do reggae "No Woman, No Cry" ("Não chores mais") sucesso de Bob Marley.
Em 1993, com Caetano Veloso, lançou "Tropicália 2", que incluía o rap na faixa "Haiti".

Entre os discos "Quanta" e sua versão ao vivo, "Quanta Gente Veio Ver", lançou "O Sol de Oslo", pelo selo Pau Brasil. No ano 2000, a parceria com Milton Nascimento rendeu o disco "Gil e Milton".

De 1989 a 1992, Gil foi vereador na Câmara Municipal de Salvador pelo Partido Verde. Em 2 de janeiro de 2003, tomou posse no cargo de Ministro da Cultura, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do qual demitiu-se em julho de 2008, para dedicar-se à carreira artística.

''O Começo de tudo''


MPB (Música Popular Brasileira)

• Informações gerais:
Origem: Bossa Nova
Contexto cultural: Desde 1966, Brasil
Instrumentos típicos: Violão, atabaque, pandeiro, guitarra

• História:
A Música Popular Brasileira (mais conhecida como MPB) é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966, com a segunda geração da Bossa Nova. Na prática, a sigla MPB anunciou uma fusão de dois movimentos musicais até então divergentes, a Bossa Nova e o engajamento folclórico dos Centros Populares de Cultura da União Nacional dos Estudantes, os primeiros defendendo a sofisticação musical e os segundos, a fidelidade à música de raiz brasileira. Seus propósitos se misturaram e, com o golpe de 1964, os dois movimentos se tornaram uma frente ampla cultural contra o regime militar, adotando a sigla MPB na sua bandeira de luta.
Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do rock, soul e o samba, dando origem a um estilo conhecido como samba-rock, a da música pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no fim da década de 1990 a mistura da música latina influenciada pelo reggae e o samba, dando origem a um gênero conhecido como Samba reggae.
Apesar de abrangente, a MPB não deve ser confundida com Música do Brasil, em que esta abarca diversos gêneros da música nacional, entre os quais o baião, a bossa nova, o choro, o frevo, o samba-rock, o forró, o swingue e a própria MPB.